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Como vai chamar seu novo filme? A Suprema Felicidade.
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Por que esse nome? É um filme que tem muito esse lance, essa divisão entre tristeza e alegria. Daí uma das razões de ser chamado “A Suprema Felicidade“ é que, de alguma maneira, todos no filme estão procurando alguma forma de felicidade.. Mesmo na repressão, na tristeza, no medo, no fechamento.
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É um filme sobre a ditadura? Não, o filme retrata uma época antes da ditadura. Não tem nenhuma conotação política.
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Por que você escolheu essa época? Tem toda uma postura de resgatar a época mais "golden" do Rio de Janeiro, quando parecia que o Brasil ia virar uma grande Ipanema. As coisas pareciam que iam dar muito mais certo do que deram. Havia o surgimento de uma vida urbana, tinha a bossa-nova, o chorinho, a liberdade sexual .O Rio vivia um momento muito feliz, especial, esperançoso.
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Seu filme é autobiográfico? Não no sentido literal, mas tem reminiscências da minha infância na Urca, é uma espécie de “Amacord” brasileiro. O filme retrata a família de classe média deprimida dos anos 50, momento em que começaram a surgir aberturas que vão da pílula a toda uma euforia política. Enfoca aquela família presa dentro de si, em contraste com o outro lado da rua, cheio de possibilidades, é um pouco da história da formação de um garoto que começa com 8 anos de idade e termina com 17, digamos assim.
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Qual o enfoque principal , então? É o que na literatura se chama de romance de formação. Retrata a vida do adolescente, dos tipos cariocas no final dos anos 50: o pipoqueiro, o vendedor do bilhete da loteria, o garrafeiro.
É um filme totalmente sobre personagens e é um filme de situações poéticas e dramáticas. A gente não tem nem desejo de expressão de época, no sentido literal da palavra. A idéia é justamente observar a manutenção de comportamentos que atravessaram as décadas, as relações de família, as relações entre casa e rua, entre alegria e tristeza.
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Como foi a bilheteria de seu último filme? O último filme que eu fiz foi um grande sucesso. “Eu sei que vou te Amar", em 87, ganhou a Palma de Ouro, teve mais de quatro milhões e meio de espectadores e uma renda espantosa. Só não fiquei milionário porque o ingresso estava congelado em 80 centavos de dólar (risos).
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Dessa vez ficará, tenha certeza.
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Arnaldo jabor
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Arnaldo Jabor fala de seu novo filme: A Suprema Felicidade
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